Depois de tempo sem conseguir escrever, minha alma pede que eu me derrame em palavras e meu corpo permite, como há muito não fazia. Doenças do corpo que nascem na alma. Doenças da alma que se externam no corpo. Culpa, medo, covardia, falta, descontrole, passividade, permissividade. Palavras que escrevo para permitir que meu corpo e alma se livrem delas. Palavras que eu quero riscar do meu repertório pessoal. Palavras que já estão sendo substituídas por outras que permitam a comunhão do meu corpo e da minha alma. As palavras de agora serão coragem, controle, razão, cuidado, sinceridade, explosão, verdade, plenitude, eu, nós, vida, e tantas outras cujo significado eu pareço conhecer somente quando abro o dicionário.
Sim que realmente quer dizer sim. Não quando for necessário ou quando assim eu desejar. Eu. Nós. Vida..
Mudança. Corpo e Alma.
Corpo e Alma em perfeita e plena comunhão.
abril 24, 2010
janeiro 14, 2010
Minha Fama de Mau
Projeto lindo que a Paulinha do Canetas Coloridas idealizou. Segue o meu livro de Janeiro, confirme combinado.
Minha Fama de Mau – Erasmo Carlos
Eu adoro biografias. Principalmente por aquelas que nos apresentam uma pessoa ligada a momentos importantes da vida cultural e política do nosso país. Sempre me apaixono pela história, pelos personagens, principal e secundários e pelos sentimentos ali expostos. Foi assim quando li as biografias de Garrincha, Barão de Mauá, Maria Callas, Tim Maia, Carlos Drummond de Andrade e tantas outras. E não foi diferente com Erasmo Carlos. Uma história interessante, ligada a importantes movimentos no país, não só musicais, mas culturais, sociais e políticos. Não se trata de nenhuma obra prima literária, a narrativa é simples e despida de técnicas especiais, mas ganha o leitor pela simplicidade e pelos risos que arranca no decorrer das suas páginas.
Me apaixonei pela linda história de amor de Erasmo e Narinha, interrompida pela morte precoce dela, pelo relacionamento puro de Erasmo com sua mãe e com seus filhos e pelas amizades muitas vezes estranhas que ele coleciona ao longo de sua vida. A história de algumas composições, a versão própria de alguns boatos que eu ouvia desde os meus 07 anos de idade, o caminho muitas vezes tortuoso para chegar ao reconhecimento do público são relatados de forma leve e cativante, como por exemplo a briga forjada com o amigo Carlos Imperial para o lançamento do sucesso e hino de uma época “Pode vir quente que eu estou fervendo”, o sufoco passado por Erasmo e vários amigos (dentre eles Tim Maia) quando resolveram alisar as madeixas com uma mistura quase-letal idealizada pelo vizinho Timbó, batizada de Timbolina.
Minha Fama de Mau traz ainda fotos muito interessantes de pessoas que marcaram uma época ao lado de Erasmo Carlos, além de momentos extremamente interessantes que mostram a cultura de uma época que mudou a forma de agir da juventude brasileira. Boa Opção!
dezembro 22, 2009
Para-Quedas.

Eu tenho um Para-Quedas. Há muito que ele exerce essa função em minha vida. Nunca precisei e nunca, na verdade, tive vontade de usar um para-quedas fora do chão, mas, sem me levantar um centímetro da terra, o meu para-quedas me socorre sempre. E me surpreende todo dia. Já desconfiei, é verdade, que no momento que eu mais precisasse o pára-quedas não se abriria. Aliás, acho que todo para-quedista deve ter esse medo, em cada vôo, ainda que isso nunca tenha lhe acontecido.
Já desconfie que, mesmo se abrindo, talvez não fosse forte o bastante para aguentar o peso, ou que alguma coisa pudesse impedi-lo de exercer sua função. Mas o meu para-quedas não deixou de se abrir em nenhum momento, e sempre proporcionando um pouso tranquilo, vitorioso, mesmo nos momentos em que eu não tomei todas as medidas de segurança que deveria, ou nos momentos em que o abri na hora errada.
Cometi vários erros, não é fácil ser para-quedista, mesmo na terra. É preciso treino, coragem, disciplina,ousadia, segurança e confiança. Mas meu para-quedas se manteve firme. Também tive momentos em que precisei cuidar dele, lavar, reformar, dobrar, preparar corretamente. O para-quedista também precisa zelar por seu equipamento. Acho até que zelei demais, por vezes. Eu deveria ter compreendido que o meu para-quedas não é qualquer um, e não precisa ser poupado para funcionar corretamente.
De qualquer forma, eu tenho um para-quedas. Ele tem nome e sobrenome. E não poderia ser melhor.
novembro 22, 2009
Passeio.
Um bilhete na agenda:
"(...) Faremos um passeio em Santa Tereza no dia 02/12/2009 para visitarmos o Museu Mello Leitão, na intenção de fixarmos e conhecermos de perto aquilo que estudamos durante este bimestre. (...)
Saída em frente à escola às 7:30
Chegada às 15:30 também em frente à escola
Valor: R$ 30,00, incluindo o almoço no Fazenda Clube de Santa Tereza.(...)
( ) Sim, meu filho poderá acompanhar a excurssão da escola.
( ) Não, meu filho não poderá acompanhar a excurssão da escola.
Assinatura do responsável:____________________________"
Mas como assim? Ela não precisava do meu colo para andar até um dia desses?
"(...) Faremos um passeio em Santa Tereza no dia 02/12/2009 para visitarmos o Museu Mello Leitão, na intenção de fixarmos e conhecermos de perto aquilo que estudamos durante este bimestre. (...)
Saída em frente à escola às 7:30
Chegada às 15:30 também em frente à escola
Valor: R$ 30,00, incluindo o almoço no Fazenda Clube de Santa Tereza.(...)
( ) Sim, meu filho poderá acompanhar a excurssão da escola.
( ) Não, meu filho não poderá acompanhar a excurssão da escola.
Assinatura do responsável:____________________________"
Mas como assim? Ela não precisava do meu colo para andar até um dia desses?
novembro 04, 2009
novembro 02, 2009
Sunny Road
Não sei se a falta de sol depois de uma semana literalmente debaixo d'agua, mas me apaixonei pelo clipe. Papel, tinta, lareira, neve, o meu azul preferido na blusa da moça que está sem espaço e só. Medo e coragem juntos, como em qualquer momento da vida. Uma borboleta linda quando o sol parece começar a querer aparecer. E, depois de tudo, um sorriso discreto nos lábios que parece ser de esperança. Uma carta de amor que vira música ou uma música que inspira a carta? Essa moça merece um final feliz...
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