julho 23, 2009

O Senhor do Supermercado.

Um elogio pode mudar o dia de alguém. Quem quer que seja. Às vezes muda até uma vida, pelo menos por hora. Não só para quem recebe o elogio, mas também para quem faz. O elogio provoca o sorriso, a retribuição, a troca, o bem.

Um dos sorrisos mais bonitos que nas últimas semanas foi de um senhor que, ao encontrar meu marido no supermercado, agradeceu com um carinho enorme o elogio que havia sido feito a ele para o dono do estabelecimento em que trabalha. Acho tão bonito saber receber um elogio! Poucas pessoas sabem. A maioria de nós acaba recebendo um elogio com um comentário depreciativo imediato em troca. “Meu cabelo, bonito? Nossa, está tão sujo!”, “Ah, mas essa blusa é tão velha!” .

O senhor do supermercado soube receber um elogio. Soube reconhecer, sem soberba, que é realmente dedicado, que realmente procura sempre estar com um sorriso nos lábios, enfim, sabe que o elogio foi verdadeiro. Mas sabe também que é muito bom ouvir isso de alguém. E acabou fazendo mais feliz não só o dia dele, mas também o nosso. O do meu marido, que recebeu o agradecimento e o meu, pelos simples fato de ter presenciado aquele sorriso. Deu vontade de sair elogiando. Deu vontade de sair sorrindo. Sorrimos, todos. E saímos. Mas o sorriso ficou. A mais pura verdade, como andam dizendo há muito: Gentileza gera gentileza.

julho 19, 2009

te amo bom recomeço

mae

eu quero te dar um bom recomeço por que sei que voce nao parou



beijos laura

19 07 09

julho 16, 2009

Tempo, escrita e vida.

Um tempo sem escrever. Um acúmulo de palavras e sentimentos. Um tempo sem tempo para mim quando o tempo parecia ter aumentado. Quando mais parecia ter tempo, ele não se mostrou. Tanto para dizer, tão pouco dito. As palavras, aos poucos, vão tomando forma. Os sentimentos que já se formaram vão, também aos poucos, se mostrando. Velados e revelados por palavras, que, um dia, foram letras que, um dia, foram sentimentos e impressões que, sempre, estarão comigo. E eu com eles. Tenho gosto pelo tempo. Tenho gosto pela escrita e pela vida. Tempo, escrita e vida. Os três juntos. Melhor assim.

junho 08, 2009

Guarda-chuva

Ele descobre e me mostra. Nos mostra, porque as pequenas já fazem parte desse circuito. E a gente vai se apaixonando. Se apaixona, se apaixona, e aí, chega um dia que não consegue mais tirar da cabeça. Fica tocando direto no ouvido, na hora do banho, trabalhando e até naquele momento do quase-dormir.

Quem manda ter marido com bom gosto musical?

No meu guarda-chuva eu te levo, amor, SEMPRE.

 Paula Lima - Meu guarda chuva

maio 26, 2009

Unanimidade.

Costumam dizer por aí que toda unanimidade é burra. Ouço também falar que o gosto musical, artístico e político da maioria é duvidoso. Uma cronista de quem gosto muito chamou minha atenção ao dizer que foge de estréias lotadas nos cinemas e que é sempre atraída para aquelas seções quase vazias, as quais considera mais interessantes.

Música boa é aquela feita por uma banda de rock descoberta ao norte da Austrália. Livro bom é daquele escritor húngaro do qual nunca ninguém ouviu falar. Televisão? Não. É lixo. Todo mundo vê.

Acredito sim, que existe muita coisa boa, boa mesmo, escondida dos olhos da maioria. Mas não acho que isso possa trair a opinião do povo. Por que a música fica ruim quando passa a tocar nas rádios? Por que o livro se torna desinteressante quando alcança a lista dos mais vendidos? Unanimidade burra? Sei não...Acho que o elitismo pode ser mais. Acho que burrice é não ouvir, não ler, não assistir. Quer coisa mais bonita do que ver uma sala de cinema cheia? Um livro alcançando a marca dos 500.000 exemplares vendidos? Ainda que seja para assistir X-MEN Origins –Wolverine ou Anjos e Demônios (as últimas estréias que, felizmente, assisti) ou ainda que sejam livros de auto-ajuda ou trilogias de romance que parecem ter sempre o mesmo enredo...

Quem lê Nora Roberts, Jonh Grisham, Marian Keyes, Paulo Coelho, Dan Brown não devia ser o alvo de críticas dos grandes seres evoluídos da cultura mundial. As críticas - no bom sentido, é claro – deveriam ser endereçadas a quem não lê, não ouve, não assiste. Isso sim é problema. Opiniões pessoais diferentes existirão, Graças a Deus. Eu, por exemplo, não gosto de Nora Roberts e de Augusto Cury, mas adoro as tiradas engraçadas e os personagens tão reais da Marian Keyes. Adoro Drummond e Rubem Alves, mas também me encantei com o romance de Edward Cullen e Bella Swan em Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse (e estou louca para ler o Amanhecer).

Sinceramente? Me perdoem, mas achei pesada e entediante a versão televisiva de Machado de Assis, Capitu. Sou encantada com a obra de Machado de Assis, mas não consegui terminar de assistir à série. Por um outro lado, dou boas risadas com comédias românticas daquelas bem Hollywoodianas. Não consigo escutar por mais de cinco minutos determinadas peças raras da música erudita mundial, mas canto junto, empolgadíssima, com os maiores sucessos da rádio. Será que sou um ser “acultural”? Faço parte dessa unanimidade burra? Talvez. Mas tenho certeza de que de não faço parte da maioria mais absoluta e verdadeira deste país: aquela que não lê. É essa maioria que me preocupa.

maio 20, 2009

Outra MeNINA Feliz

A Nina fez um carinho em todas as mães no Dia das Mães e eu acabei recebendo esse presente maravilhoso...

Escrevi o texto com muito carinho, mas a ilustração superou todo esse carinho ao quadrado! A Nina não só ilustra, ela sente o texto. Que lindo isso, Nina! Muito obrigada!

Um beijo grande.