Natal : O Nascimento do Consumo?
Que vivemos em uma sociedade consumista não se contesta. Que gostamos cada dia mais de consumir também não. E nem que o consumo deixou de representar apenas a aquisição de um bem. Comprar, hoje, é um verbo relacionado com conquista, vitória, status, compulsão, doença e terapia. A aproximação do Natal, então, parece exaltar até mesmo os ânimos mais contidos para o consumo. E os meios de comunicação acabam por tornar a resistência ao cartão de crédito quase impossível. Que o digam os pais...
Fico imaginando o que se passa na cabecinha das crianças quando vidram os seus olhinhos na propaganda da nova boneca que fala e memoriza o nome escolhido pela nova “mamãe”. E os lançamentos da Barbie? Quando finalmente compramos a “Barbie Magia do Arco-Íris”, a televisão já mostra, em um cenário de sonhos a “Barbie Castelo de Diamantes”...E todas elas têm o seu cavalo mágico, as suas amigas inseparáveis, o seu castelo indispensável, e a sua versão míni, maxi, falante, dançante, iluminada...Enfim, aquela que a sua filha sempre sonhou e não pode viver sem – pelo menos até os próximos dois dias.
Assistir aos canais de programação infantil é como assistir a um canal de compras específico, direcionado e, temos que concordar, fascinante. Como leiga em assuntos de marketing e publicidade, só posso afirmar que os responsáveis pelas vendas destes produtos estão cada vez melhores...
E aqui, do outro lado da tela, nós, mães e pais, muitas vezes também fascinados com o novo lançamento do “Hot Wheels”, com o “Circo Mágico do Backyardigans” e com a “Amazing Ananda” – só os pais e mães entenderão o que quero dizer – precisamos conter o consumismo desenfreado dos nossos pequenos e mostrá-los o verdadeiro sentido do Natal. Mas será que nós sabemos o verdadeiro sentido? Será que também não nos deixamos encantar pelas luzes e músicas desta época do ano e, principalmente, pelas maravilhas que o mundo consumista nos põe a disposição em 10 vezes sem juros no cartão, com frete grátis?
O fato é que, falo por mim, comprar o presente desejado pelos nossos filhos nos enche de contentamento. Será que pela felicidade de ver os olhinhos brilhando e o sorriso no rosto ou pela sensação de amenizar a culpa por não sermos tão presentes como gostaríamos? Talvez tudo isso junto, como reflexo de uma vida moderna e de uma mudança no panorama e na estrutura familiar que distancia fisicamente os filhos dos pais e, principalmente, das mães, que já foram presença fixa e contínua no lar.
E assim, continuamos consumindo, desenfreadamente ou não, racionalmente ou não, com crise ou sem crise, com Obama ou sem Obama, felizmente...Ou não.
Que vivemos em uma sociedade consumista não se contesta. Que gostamos cada dia mais de consumir também não. E nem que o consumo deixou de representar apenas a aquisição de um bem. Comprar, hoje, é um verbo relacionado com conquista, vitória, status, compulsão, doença e terapia. A aproximação do Natal, então, parece exaltar até mesmo os ânimos mais contidos para o consumo. E os meios de comunicação acabam por tornar a resistência ao cartão de crédito quase impossível. Que o digam os pais...
Fico imaginando o que se passa na cabecinha das crianças quando vidram os seus olhinhos na propaganda da nova boneca que fala e memoriza o nome escolhido pela nova “mamãe”. E os lançamentos da Barbie? Quando finalmente compramos a “Barbie Magia do Arco-Íris”, a televisão já mostra, em um cenário de sonhos a “Barbie Castelo de Diamantes”...E todas elas têm o seu cavalo mágico, as suas amigas inseparáveis, o seu castelo indispensável, e a sua versão míni, maxi, falante, dançante, iluminada...Enfim, aquela que a sua filha sempre sonhou e não pode viver sem – pelo menos até os próximos dois dias.
Assistir aos canais de programação infantil é como assistir a um canal de compras específico, direcionado e, temos que concordar, fascinante. Como leiga em assuntos de marketing e publicidade, só posso afirmar que os responsáveis pelas vendas destes produtos estão cada vez melhores...
E aqui, do outro lado da tela, nós, mães e pais, muitas vezes também fascinados com o novo lançamento do “Hot Wheels”, com o “Circo Mágico do Backyardigans” e com a “Amazing Ananda” – só os pais e mães entenderão o que quero dizer – precisamos conter o consumismo desenfreado dos nossos pequenos e mostrá-los o verdadeiro sentido do Natal. Mas será que nós sabemos o verdadeiro sentido? Será que também não nos deixamos encantar pelas luzes e músicas desta época do ano e, principalmente, pelas maravilhas que o mundo consumista nos põe a disposição em 10 vezes sem juros no cartão, com frete grátis?
O fato é que, falo por mim, comprar o presente desejado pelos nossos filhos nos enche de contentamento. Será que pela felicidade de ver os olhinhos brilhando e o sorriso no rosto ou pela sensação de amenizar a culpa por não sermos tão presentes como gostaríamos? Talvez tudo isso junto, como reflexo de uma vida moderna e de uma mudança no panorama e na estrutura familiar que distancia fisicamente os filhos dos pais e, principalmente, das mães, que já foram presença fixa e contínua no lar.
E assim, continuamos consumindo, desenfreadamente ou não, racionalmente ou não, com crise ou sem crise, com Obama ou sem Obama, felizmente...Ou não.