março 16, 2012

Como a vida.

Então, o acaso planejado. Uma avalanche vagarosa de palavras que aparecem escondidas de vez em quando. Uma vontade de dizer um silêncio alto que incomodaria qualquer surdez. Sem sentido nenhum, mas de uma lógica irracional enormemente pequena. Uma multidão solitária que procura de forma sabiamente ignorante o que já possui, enxergando a constelação de uma estrela solitária com brilho fosco que mostra um lugar inexistente.

Um vazio cheio de loucuras sensatas que permitem interpretações igualmente diversas e levam a conclusões concretamente abstratas. Advérbios que se sujeitam a um adjetivo de orações descrentes. Uma matemática subjetiva conjugada com uma filosofia exata. Sentimento pleno de que falta alguma coisa que não se sabe o que é, mas cuja certeza é absolutamente relativa.

Uma música muda que se dança individualmente em pares. Um cheiro azul de gosto vermelho, palidamente colorido. Um sentimento curto, um vento salgado que sopra de frente, em uma linha reta que circula o coração. Uma confusão organizada de sentimentos encaixotados em sacolas hermeticamente abertas que retornam para aonde nunca estiveram.

Não é para fazer sentido. É para sentir. Não é para entender, sequer para explicar. É para gostar, ou não. Complexamente simples. Emocionalmente racional. Como a vida.

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