maio 08, 2009

A Matemática do Segundo Filho.

Nunca gostei de matemática, nem de números. Números são muito exatos, com valores previamente definidos, imutáveis. Não combinam com a natureza humana. São necesssários, eu sei. Mas não são queridos. Não por mim. São diferentes das palavras. Amo palavras. As palavras não são exatas, parecem ter sentimento. Mas, não sem a ajuda das palavras, é a matemática que me explica o segundo filho.

Em algum momento, percebemos que 1 + 1 não são mais suficientes. Ou não querem mais ser suficientes. Chegando +1, não temos 3 somente. Temos 3 pessoas, mas somamos mais carinho, menos sono, menos filmes, menos livros, mais preocupação, mais realização, menos tempo, mais qualidade. E somamos amor. Muito. Tanto que nem dá para colocar em número.

E, de repente, chega +1. Agora são 4. Menos tempo aida. Menos sono ainda. Ainda menos livros e filmes. Menos namoro. E uma surpresa: Aquele amor que acreditávamos já ser o maior do mundo aumenta. Mais, muito mais. Aprendemos a domar o tempo, a domar o sono. Aprendemos a redirecionar a vida. Aquela pergunta que eu sempre me fazia: "Será possível amar alguém assim, com a mesma intensidade?" recebe uma resposta concreta. É possível. É possível amar mais ainda, e melhor. É possível amar so mesmo jeito, com a mesma intensidade. É possível olhar com os mesmos olhos. É possível passar tudo de novo com um sorriso ainda maior nos lábios. Sorriso de quem já passou por isso e sabe que vai dar certo. Sorriso de quem está passando por um caminho que já conhece e no qual se sente mais à vontade.

O segundo filho também muda a nossa vida. Subtrai algumas coisas, divide muitas. Mas também soma. E multiplica aquilo que não se acreditava poder ser maior. E fica ainda mais difícil tirar aquele sorriso do rosto. Sorriso de mãe. Realizada.


*Texto escrito no dia do aniversário da minha Elisa, que completou 3 aninhos na última quarta feira, não publicado na data por ter sido o teclado de casa desconfigurado pela própria. (Eu não disse que seria fácil...)
*Vai com muito carinho também para a Victoria (que acabou de chegar) e para a Helena (que está chegando). Pensei muito em vocês quando estava escrevendo, viu???

14 comentários:

Larissa Pretti disse...

Rê, gatonona, nós - juntamente com HELENA - agradecemos a inclusão de nossa trupe em seus pensamentos enquanto vc fazia essa coisa linda aí!
Lindo, lindo, lindo de viver!!!!
E devo confessar que gosto bastante de números... eles me ensinam MUITO sempre, mas dessa veza matemática ARRASOU! ;-) Tinha que vir da sua cabecinha abençoada, onde as palavras brincam com uma doçura INCRÍVEL!
Obrigada mil vezes... e que Elisa leia isso um dia e sinta toda a ternura que se pode sentir!

Aproveito pra dizer que AMEI os outros textos! E só hoje me dei conta de que havia muito tempo que eu não passava por aqui! Perdi coisas LINDAS, todas, devidamente recuperadas hoje!
Quem sabe CREPÚSCULO não me torna o MONTEIRO LOBATO das minhas pequenas tb? Devo dizer - sem parecer falsa, fazedora de média ou qualquer outra coisa - que um dos meus é VOCÊ! Sua ligação com os livros, as páginas e as histórias (ou ESTÓRIAS? ;-)) é fascinante!

Também achei IRRESISTÍVEL a possibilidade de ser a TELEVISÃO das minhas riquezas... E vou logo te adiantando que LIMITES me inspirou MUITO... as idéias já eram COMPLETAMENTE CONCORDADAS POR MIM, e acho que também virarão texto pra minha próxima coluna da Città. Posso me "apoiar" na sua criação para fazer a minha?! ;-)

Obrigada mais uma vez, Rê! E que bom poder aprender tanto com você... que bom ter você por perto! Irmã da irmã da gente é nossa irmã também??? Pode ser, né??!! ;-)

Mil beijos! Com muito amor!
E que Helena se inspire nesse final de semana, chegando pra somar e multiplicar coisas boas... sem fim! ;-)

Claudia Pimenta disse...

oi renata! lindo texto! bjs, querida, e feliz dia das mães!

Eneida disse...

Que lindo!!!!!!!!!!
Essas meninas tem que ler esse texto depois para entenderem o que é ser e ter mãe!
Feliz Dia das Mães, querida!!!
Beijo!

SGi/Sonia disse...

Rê, sei bem o que é, sei bem...
E olha só, a gente só acredita mesmo na pratica, mas quanto maiores os filhos, maiores os cuidados...
Mas é tão bom que eu nem sei como passei 26 anos da minha vida sem ter...

Beijins e parabéns a pequenagrande Elisa:*

Mari Amorim disse...

Feliz dia das mães
tem flores pra vc em meu blog
bjs
Mari

Nina disse...

É mesmo incrível que o amor pelo primeiro filho nos deixa tao loucamente apaixonados que a gente até duvida que haja espaco dentro da gente pra mais amor, né??? eu tinha medo de que nao amaria meu segundinho assim com a primeirinha, ledo engano...
aumenta, aumenta e so aumenta.. e ainda teme espaco pra mais uns :)

um abraco bem grande e apertado nessa coisa linda que é a princesa Lili :)

com amor nosso daqui

Lúcia disse...

Que lindooo...
Amor de mãe...
Bjs

Lúcia disse...

Coração de mãe é lindo! Amei a postagem! Desculpe a ausência, o tempo anda curto! Bjins

Chris disse...

Ahhh ela desconfigurou o pc!? E estamos preparados para essas supresas! rsrs
E lindo ver um amor de mae, realmente nao tem matematica que explique com precisao esse calculo do amor. E bonito de ver que o sentimento e na mesma intensidade para cada um!

Bjinhos

Nina disse...

Passa lá pra ganhar tua medalha!

:)

um beijo bem grande amor!!

Dri Viaro disse...

Oi, estou passando pra conhecer seu blog, bjs otimo fds

aguardo sua visita :)

Monica Loureiro disse...

Que coisa linda, Renata!
Vou mandar este texto para uma amiga minha que adotou 02 crianças em 04 anos, e agora está esperando seu primeiro filho....

Voce é muito especial....

carambolante disse...

ei Renata, é a primeira vez que entro no seu blog e achei lindo. A Mônica inventadeira de moda que me indicou. já mandei o texto para minha irmã, ela está grávida do 3º filho.

Bel disse...

... um amor de mãe já é lindo. endo o teu ... parece Divino mesmo!
Tuas filhas têm sorte de te ter como matriz... ahhhhhh, e, como têm. Sei que deves estar pensando: ..."acho que é o inverso, Bel". Talvez, sim...mas a vida sempre nos devolve o que oferecemos.
Um beijo,
Feliz Ano Novo pra tua segundona tão amada.
Bel.